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Formação continuada: Estratégia Formativa e Plano de Ação

 

No último texto falamos sobre os procedimentos necessários para desenvolver a formação continuada na escola, criando um programa que seja eficaz ao melhorar a atuação docente e o crescimento dos alunos. Se você ainda não leu, confira AQUI.

Mas antes de elaborar o programa, é necessário compreender o que são e como aplicar Estratégias Formativas, e como desenvolver um Plano de Ação para cada etapa da formação.

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Estratégias Formativas

Implantar um Programa de Formação Continuada sugere que a escola quer melhorias, e para tanto, é necessário também estabelecer um foco vantajoso para cada processo de formação. As Estratégias Formativas ajudam a definir os meios utilizados para alcançar os objetivos da formação continuada, ao colocar professores no caminho para alcançar a compreensão. Elas devem ter:

 

Tematização

Compatível com o cotidiano escolar, sendo base de estudo e prática, tendo como parâmetros:

  • Fazer parte do rol de dificuldades levantadas pelos professores;
  • Utilizar recursos que auxiliem na reflexão da tematização;
  • Ter materiais com uso autorizado;
  • Ter uma base teórica para o tema;
  • Desenvolver a Tematização através da reflexão, e não do julgamento de ações;
  • Registrar o resultado da reflexão, criando um sistema de consulta posterior;

 

Condução da Reflexão

 Utilizar de ferramentas para conduzir o processo reflexivo, colocando o tema como centro e evitando o uso de julgamentos precipitados. Para tanto, pode-se desenvolver a evolução do tema com quatro passos:

  • Captar perguntas sobre o tema e realizar o esclarecimento das mesmas;
  • A partir das perguntas e esclarecimentos, validar as informações que todos acham pertinentes à formação;
  • Momento de captar as dúvidas e inquietações que surgiram, colocando-as em análise reflexiva por todos;
  • Sugestões de como superar cada um dos problemas apresentados;

 

Observar a sala de aula

A fim de captar as falhas que o próprio professor não consegue identificar. Lembrando que não é um ato de julgamento, é um ato de análise externa para desenvolver o professor. Para que dê certo, é necessário que haja confiança e comprometimento nas ações, além dos seguintes passos:

  • Ter objetivos e clareza;
  • Observar apenas a sala de professores voluntários;
  • Decidir com o professor qual será a aula/objeto;
  • Participar da elaboração do Plano de Aula ou analisá-lo previamente;

 

    1. Registrar o processo;
    2. Não interferir nas atividades do professor;
    3. Realizar a devolutiva após a aula, explicando com clareza, deixando que o professor fale, apresentando elementos e orientando para reflexão e mostrando pontos positivos do professor;

 

Promover a troca de experiências

Utilizar as análises e observações realizadas para trocar experiências entre os professores, compartilhando saberes.

As Estratégias Formativas auxiliam a posicionar a Formação Continuada no caminho certo, ao promover atividades de reflexão e troca de informações entre os professores.

 

Plano de Ação

É o planejamento detalhado de todas as etapas da formação, para que se observem antes de sua execução, os possíveis erros e falhas, consertando-os a tempo. É claro que nem tudo pode ser previsto, mas colocar as ideias formativas no papel auxilia a identificar muitas situações adversas. Um bom Plano de Ação deve ter:

 

 

  • Justificativa: definir qual o tema a ser trabalhado, explicando o porquê de sua escolha;
  • Conteúdos: o que exatamente o professor vai aprender. Quais suas bases;
  • Duração: em quantos encontros será realizado, quanto tempo dura cada encontro;
  • Objetivos da aprendizagem: qual o resultado final para os professores, em sua formação;
  • Estratégias formativas: quais procedimentos serão utilizados para garantir a obtenção do conhecimento necessário;
  • Recursos: materiais, equipamentos, pessoas e outros que serão utilizados no processo;
  • Indicadores de resultados: definição de parâmetros que medem o desenvolvimento pedagógico dos professores e a aprendizagem dos alunos;
  • Documentação: registro das atividades de cada encontro, com o uso de documentos escritos ou até tecnologias como a da Replay4me;
  • Avaliação processual: verificar como o programa está sendo desenvolvido, para promover melhorias. Validar-se da percepção de cada professor;
  • Referências bibliográficas: inserir todo o material utilizado como base para a formação.

 

 

Montar um Programa de Formação Continuada requer muita atenção e dedicação. Seguindo as dicas acima, é possível elaborar uma ação significativa, que trará melhorias para a instituição.

 

Fonte:http://www.portal.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-cenap/publicacoes/Coordenador-Pedagogico-Caminhos-desafios-aprendizagens.pdf

 

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